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A PROEXC compete:
Propor a política e coordenar a viabilização da extensão da FURG;
Incentivar ações para o atendimento de demandas sociais e culturais;
Desenvolver a articulação das unidades da FURG para a implementação de programas e ações de extensão e cultura;
Articular parcerias com instituições externas à universidade (públicas, comunitárias e privadas), que permitam maior alcance das suas atividades, por meio da ampliação dos recursos humanos e materiais necessárias à sua consecução.
Para desempenhar essas funções, a PROEXC conta com o apoio da Diretoria de Extensão.
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Compete ao Comitê de Extensão:
Propor a política de extensão da FURG;
Identificar e conceituar as ações de extensão e cultura, elaborando documento de orientação para os potenciais proponentes;
definir critérios e instrumentos de acompanhamento e avaliação das ações de extensão e cultura, com o objetivo de garantir padrões de qualidade;
deliberar sobre as propostas de ações de extensão e cultura encaminhadas pelas unidades e órgãos da FURG conforme a legislação vigente;
conferir validação acadêmica às ações de extensão e cultura, garantindo-lhes a certificação;
constituir comissões para análise das propostas de atividades de extensão e cultura, de forma a agilizar sua apreciação;
apreciar os recursos contra as decisões das unidades de origem acerca de propostas de ações de extensão e cultura, solicitando, quando necessário, o parecer de especialistas quanto ao mérito acadêmico da atividade;
delegar ao Superintendente de Extensão a competência para tomar decisões relativas à execução das ações de extensão.
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Projeto é um conjunto de ações contínuas e interligadas, voltadas para um objetivo de caráter educativo, social, cultural, científico e/ou tecnológico.
O projeto parte do princípio de que a realidade não é aceitável e deve ser mudada, e que existem problemas e soluções possíveis. Sempre que pensamos sobre a organização de nossas atividades e ações no futuro, estamos estruturando um processo que é conhecido por planejamento. O planejamento é essencial para que alcancemos nossos objetivos. Através dele temos as indicações sobre “o que” fazer, com “quem”, “quando”, “onde”,”como”, “por que”. E também deixamos definido onde queremos chegar e quais os resultados esperado com nossas ações. Desta forma, poderemos avaliar se nossos esforços foram realmente produtivos.
O processo de planejamento pode nos ajudar a entender claramente o que queremos realizar. O projeto, como documento de planejamento e registro de idéias, intenções e recursos, é um instrumento de trabalho para nos acompanhar na execução e avaliação de ações.
Todas as ações de extensão e cultura podem ser objeto de um projeto, independentemente do número de horas para sua execução.
Os projetos podem ser realizados nas seguintes modalidades:
* Cursos: Conjunto articulado de ações pedagógicas, cujas atividades estão voltadas para a formação ou aperfeiçoamento profissional, pessoal e cultural. Podem ter caráter teórico e/ou prático, presencial e/ou a distância. Deverão ser planejados e organizados de maneira sistemática, com carga horária definida e processo de avaliação formal. Pode incluir oficina, Workshop, laboratório e treinamentos. Os cursos de extensão são voltados principalmente para a comunidade externa a. FURG. Já os cursos na área cultural são dirigidos tanto para a comunidade interna como para a externa. Os registros de cursos podem ser classificados como de iniciação, atualização, capacitação e qualificação profissional.
* Eventos: São atividades de curta duração, caracterizados por ações de interesse técnico, social, científico, esportivo, cultural e artístico. Estas atividades podem ser desenvolvidas em diversos formatos: congresso, assembléia, campeonato, colóquio, concerto, conferência, debate, encontro, espetáculo, exibição pública, exposição, feira, festival, fórum, jornada, lançamento de publicações e produtos, mesa redonda, mostra, olimpíada, palestra, recital, reunião, semana de estudos, seminário, show, simpósio, torneio, conclave, campanha de difusão cultural, ciclo de estudos, circuito, conselho, escola de férias, entre outros.
* Prestação de Serviços: São atividades dirigidas para terceiros (comunidade, instituição ou empresa), como serviços de assessoria, consultoria e cooperação interinstitucional. Devem ter caráter acadêmico. A prestação de serviços caracteriza-se pela intangibilidade (o produto não pode ser visto, tocado ou provado a princípio), pela inseparabilidade (produzido e utilizado ao mesmo tempo) e não resulta na posse de um bem.
* Produção/Publicação: São produtos cujo objetivo fundamental é a divulgação de atividades acadêmicas, as que instrumentalizam ou que são resultantes de ações de ensino, pesquisa, extensão e cultura. Podem ser vídeos, livros, cartilhas, filmes, CDs, mídias eletrônicas, produções multimídia, produções artísticas, dentre outros.
Atividades especiais de ação contínua: atividades de caráter duradouro, que promovem o desenvolvimento da comunidade geral e universitária por meio da integração entre ambas, do desenvolvimento social e da troca de conhecimento com outras instituições ou diferentes extratos sociais.
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Programa é um conjunto de projetos de caráter orgânico-institucional, com clareza de diretrizes, voltados para um objetivo comum. Ao elaborar vários projetos, sob o mesmo tema e objeto, a recomendação é que estes sejam agregados e organizados de uma forma mais ampla como programas. Assim, os recursos e esforços podem ser utilizados conjuntamente e de forma integrada.
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As atividades de extensão podem ser desenvolvidas sob a forma de programas ou de projetos específicos. Os projetos podem contemplar as seguintes modalidades: cursos, eventos, prestação de serviços, produtos/publicações e atividades especiais de ação contínua.
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As atividades de extensão e cultura possibilitam ao estudante sua interação com a sociedade, seja para se situar historicamente, para se identificar culturalmente, ou para referenciar sua formação técnica com os problemas que um dia terá de enfrentar no cotidiano de sua profissão.
Para a formação profissional do cidadão, é imprescindível sua interação com a sociedade. Esse processo possibilita ao estudante inteirar-se sobre as desigualdades sociais existentes em seu campo de estudo para que possa, assim, assimilar um conhecimento concreto da realidade com a qual pretende lidar.
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A partir da consciência de que a universidade cresce com sua intervenção na realidade, assume-se uma luta pela institucionalização das atividades de extensão, tanto do ponto de vista administrativo como do acadêmico.
Para tanto, faz-se necessária a adoção de medidas que reorientem a política universitária. Essa institucionalização ocorre no momento em que esta prática deixa de ser meramente personalizada e passa a ser identificada como uma ação da instituição.
A orientação para essa institucionalização é que todas as ações extensionistas e culturais, sejam em qualquer modalidade, apresentem-se na forma de projetos e programas para que sejam reconhecidos e cadastrados para fins de registro e divulgação.
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Entende-se por extensão as ações que envolvam:
* A participação da comunidade acadêmica, servidores e discentes, principal realizadora;
* Relação com a produção e/ou sistematização do conhecimento e da cultura, associados a um caráter social, artístico, educativo ou de transferência tecnológica em prol da sociedade.
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A extensão tem o principal objetivo assegurar a relação entre universidade e sociedade, para que os problemas sociais urgentes recebam atenção por parte das instituições. A universidade deve dar prioridade ao atendimento das necessidades sociais emergentes, como as relacionadas com as áreas de comunicação, cultura, meio ambiente, direitos humanos, tecnologia, trabalho, saúde e cultura.
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A universidade deve nortear suas ações de extensão para os interesses e as necessidades da maioria da população, mantendo em perspectiva os seguintes princípios básicos:
* A universidade não pode se imaginar proprietária de um saber pronto e acabado, que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, exatamente porque participa dessa sociedade, a instituição deve estar sensível a seus problemas e apelos, quer por meio dos grupos sociais com os quais interage, quer por meio das questões que surgem de suas atividades próprias de ensino, pesquisa e extensão.
* A ação cidadã das universidades não pode prescindir da efetiva difusão dos saberes nelas produzidos, de tal forma que as populações cujos problemas tornam-se objeto da pesquisa acadêmica sejam também consideradas sujeito desse conhecimento, tendo, portanto, pleno direito de acesso às informações resultantes dessas pesquisas.
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O conhecimento legal dessa atividade acadêmica, sua inclusão na Constituição e a organização do Fórum de Pró-Reitores de Extensão, no fim de década de 80, deram à comunidade acadêmica as condições e o lugar para uma conceituação precisa de extensão universitária, assim expressa no I Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão:
* A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade.
* A Extensão é uma via de mão-dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica, que encontrará na sociedade, a oportunidade de elaboração da praxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à Universidade, docentes e discentes trarão um aprendizado, será acrescido aquele conhecimento.
* Esse fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizados, acadêmico e popular, terá como conseqüência a produção do conhecimento resultante do confronto com a realidade brasileira e regional, a democratização do conhecimento acadêmico e a participação efetiva da comunidade.
* Além de instrumentalizadora deste processo dialético de teoria/prática, a Extensão é um trabalho interdisciplinar que favorece a visão integrada do social.
Institucionalização:
A conceituação Assumida pelos Pró-Reitores expressa uma postura de universidade diante da sociedade em que se insere. Sua função básica de produtora de conhecimento, visando à intervenção na realidade, possibilidade acordos e ação coletiva entre universidade e população.
Por outro lado, retira da extensão o caráter de "terceira função" para dimensioná-la como filosofia, ação vinculada, política, estratégia democratizante, metodologia, sinalizando para uma universidade voltada para os problemas sociais com o objetivo de encontrar soluções através das pesquisas básicas e aplicada, visando realimentar o processo ensino-aprendizagem como um todo e intervindo na realidade concreta.
Ao se afirmar que a extensão é parte indispensável do pensar e fazer universitários, assume-se uma luta pela institucionalização dessas atividades, tanto do ponto de vista administrativo como acadêmico, o que implica a adoção de medidas e procedimentos que redirecionem a própria política das universidades.
A reafirmação o compromisso social da universidade como forma de inserção nas ações de promoção e garantia dos valores democráticos, de igualdade e desenvolvimento social, a extensão se coloca como prática acadêmica que objetiva interligar a universidade, em suas atividades de ensino e pesquisa, com as demandas da sociedade.
Pesquisa e Ensino:
Com relação à pesquisa, reconhece-se um leque bastante diversificado de possibilidades de articulação do trabalho realizado na universidade com setores da sociedade. Assume interesse especial a possibilidade de produção de conhecimento na interface universidade/comunidade, priorizando as metodologias participativas e favorecendo o diálogo entre categorias utilizadas por pesquisadores e pesquisados, visando à criação e recriação de conhecimentos prossibilitadores de transformações sociais, em que a questão central será identificar o que deve ser buscado e para quais fins e interesses se buscam novos conhecimentos.
Quanto ao ensino, discute-se e aprofunda-se um novo conceito de sala de aula, que não se limite ao espaço físico da dimensão tradicional, mas compreenda todos os espaços dentro e fora da universidade, em que se realiza o processo histórico-social com suas múltiplas determinações, passando a expressar um conteúdo multi, inter e transdisciplinar, como exigência decorrente da própria prática.
O estágio curricular é alçado como um dos instrumentos que viabilizam a extensão enquanto momento da prática profissional, da consciência social e do compromisso político, devendo ser obrigatório para todos os cursos, desde o primeiro semestre, se possível, e estar integrado a projetos decorrentes dos departamentos e à temática curricular, sendo computado para a integralização do currículo de docentes e discentes.
Ação Global:
Fica claro que a extensão só se concretizará, enquanto prática acadêmica, quando for discutida a sua proposta de ação global e sua inserção institucional nos departamentos, definindo as suas linhas de ensino e pesquisa em função das exigências da realidade.
É importante ressaltar que a intervenção na realidade não visa levar a universidade a substituir funções de responsabilidade do Estado, mas sim produzir saberes, tanto científicos e tecnológicos quanto artísticos e filosóficos, tornando-os acessíveis à população, ou seja, a compreensão da natureza pública da universidade se confirma na proporção em que diferentes setores da população brasileira usufruam dos resultados produzidos pela atividade acadêmica, o que não significa ter que, necessariamente, freqüentar seus cursos regulares.
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Que princípios devem nortear a extensão?
Para que servem as atividades de extensão?
O que se entende por atividades de extensão?
Como acontece a institucionalização da extensão?
Como a extensão colabora na formação do profissional cidadão?
Quais são as modalidades possíveis para a prática de extensão?
Quem é responsável pela extensão na FURG?
Qual a composição do Comitê de Extensão?